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Empresários do Brasil precisam de educação empreendedora

Vejo inúmeras empresas que sequer sabem qual o seu lucro e qual seu público-alvo

 
 
 

Algo é inegável, antes de mais nada: temos um país resiliente, composto de pessoas com grande capacidade de adaptação e que se mostra muito promissor, sempre. “O Brasil é o país do futuro”. Quantas vezes você já não ouviu essa frase vinda de políticos, empresários, investidores e analistas?

Tenho visto crescer o interesse do brasileiro pela governança do país e a fluidez de ideias dentro da sociedade acerca de um país mais moderno, menos cartorial, menos burocrático, menos custoso e mais favorável para a livre iniciativa. Quando vemos as altas taxas de mortalidade das empresas, tal como o dado de que mais de 50% das empresas não duram mais de 5 anos em atividade, facilmente apontamos as causas mortis: impostos elevados, insegurança jurídica e forte burocracia estatal.

Indiscutível o fato de que esses fatores pesam muito nos ombros de que assume a dura missão de empreender. Porém, seriam esses realmente os grandes vilões apenas? Ouvi durante a minha carreira o importante conselho: “Cuidado com o que você pede, você pode obter”.

Será que se esta quimera econômica, tão almejada, e justamente, por nós brasileiros, fosse implementada em sua plenitude, seria suficiente para nossas empresas terem maior sobrevivência?

Este questionamento advém da minha observação do comportamento e do modus operandis de muitas das nossas empresas/empreendedores. Erros graves na concepção da ideia de se tornar empreendedor, crenças de uma atividade desprovida de rigidez disciplinar, ausência de planejamento, de controle financeiro, com dificuldades básicas para compreensão do sistema tributário, ignoram investimentos importantes como capacitação, seja dos sócios e administradores, seja dos funcionários, baixo investimento em tecnologia e marketing. Vejo inúmeras empresas que sequer sabem qual o seu lucro, o quanto e porque pagam certos impostos, qual seu público-alvo, ou sequer o seu nível de endividamento.

Esta reflexão tem por finalidade mostrar que além de um país atrasado em seu ambiente de negócios, também somos um país que precisa de mais educação empreendedora, de mais qualificação na hora de empreender, e que devemos sim, continuar discutindo um pais mais moderno para o amanhã, mas não podemos ficar esperando apenas que esse novo mundo nasça no horizonte tupiniquim, mas também devemos começar uma lição de casa para o hoje, dentro de nossas empresas, pois realmente não creio nessa panaceia que seria essa revolução estatal se continuarmos gerindo e conduzindo nosso negócios sem planejamento, disciplina e controle.

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Fonte: Erasmo Oliveira - empresário

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