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Black Friday x Natal: como o mercado vem se comportando?

Data de promoções se consolidou como a sazonalidade mais importante no Brasil

 
 
 

Antes o mundo era previsível, linear, lento, estável, hierárquico entre outras coisas. O detalhe é que novas características surgiram e tomaram lugar das citadas acima. Nessa nova formatação de sociedade as características que se apresentam são imprevisibilidade, flutuação, aceleração, instabilidade e funciona em rede!

 

Para identificar essas transformações a Nilsen Company, empresa global com expertise em dados, informações e medição aplicadas em pesquisas de mercado com base em metodologia própria, atua em mais de 100 países na busca de identificar tendências e hábitos de consumo em constantes mudanças no mundo.

 

A Ebit é um braço da Nilsen Company que levanta dados e avalia a reputação de lojas que operam no meio digital, avaliadas pelo consumidor.

 

Numa associação, Ebit/Nilsen computaram dados sobre a Black Friday, ocorrida nesse final do mês de novembro no Brasil entre a quinta e sexta-feira (dias 28 e 29). O faturamento apurado foi R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 23,6% em relação aos dias 22 e 23 de novembro de 2018 (Black Friday do ano passado), que teve faturamento de R$ 2,6 bilhões.

 

A Growth from Knowlegde (GFK), uma empresa alemã com foco em estudos e pesquisa de mercado com atuação em todo mundo, fez uma projeção do desempenho da Black Friday no Brasil. A metodologia, os parâmetros do levantamento dos dados são diferentes, mas apontam informações importantes sobre o varejo brasileiro.

De acordo com a GFK, a Black Friday ao longo de cinco anos cresceu mais no Brasil que na Europa e se consolidou como a sazonalidade mais importante na nossa economia, sobretudo no setor de bens duráveis. Por sazonalidade entende-se por mudanças nos padrões de comportamento do mercado.

 

Nesse estudo da GFK, a realização do desejo por bens de tecnologia, inovações na forma de eletroeletrônicos, eletrodomésticos ocorre principalmente na Black Friday em novembro, com destaque para TVs e smartphones, superando as aquisições destes mesmos bens no mês de dezembro, no período natalino.

 

Em dezembro os produtos com maiores volumes de negócios no varejo brasileiro são do setor de moda, como calçados e vestuários.

 

Por fim, o mercado é mutante, se transforma cada vez mais rápido e consolidou no mês de novembro importantes dias no calendário do comércio nacional, no faturamento das empresas e na experiência dos clientes.

 

A expectativa é: o período natalino não é mais unanimidade no comércio, mas conta com um fluxo maior de grana circulando na economia, 13ºs salários, pagamento de férias, contratações temporárias e o já velho conhecido apelo ao consumo de fim de ano. Vale destacar que se as taxas de desemprego não estivessem tão altas no Brasil, os números do comércio seria bem melhores.

 

Que venha o Natal e seu impacto na economia. A Black Friday já deixou sua marca.

 

Referências:

https://www.nielsen.com/br/pt/insights/podcast/2019/podcast-nielsen-brasil-expectativas-para-a-black-friday-2019-no-e-commerce-brasileiro/;

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2019/11/varejo-online-fatura-r-32-bi-na-black-friday-diz-ebit-nielsen.html;

https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/black-friday-2019/;

https://www.youtube.com/watch?v=EdPS5LjT6Ts&t=333s;

 

 

 

 

Fonte: Fernando Galvão - Vice-Presidente do Conselho Regional de Economia

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