Artigos & Colunas

Opinião

Dividendos distribuídos pelas empresas da B3 caem 29% em 2020

 
 
 

Você também escolhe ações pagadoras de dividendos? Em 2020, os acionistas de bancos assistiram uma queda de 47% no total de dividendos distribuídos pelas empresas.

 

A Economática publicou um estudo esta semana no qual avalia o desempenho das empresas de capital aberto com dados disponíveis desde 2011 a 2020. As empresas que entraram a partir de 2012 não foram consideradas na análise. Do total de 246 pesquisadas, excluiu-se a Vale porque se figurou como uma outlier, em decorrência do volume de dividendos extraordinário distribuído.

 

O montante para o ano de 2020, entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCPs) foi de R$ 91,3 bilhões, o que representou queda de 29,3% na comparação com 2019, após três anos consecutivos de crescimento.

 

Entre os setores que mais distribuíram, os bancos lideraram na década, seguidos pelo setor de energia elétrica, de alimentos e bebidas e o de mineração. Cabe ressaltar que somente oito dos vinte e sete setores observados registraram crescimento no ano. Em oito setores, a redução no volume de dividendos distribuídos aos acionistas superou 50%, com destaque para o químico que caiu 83,6% no ano. O setor bancário, apesar da pole position em volume, documentou diminuição de 47,7% em relação ao ano anterior.

 

 

As áreas mineração, seguradores e corretoras de seguros, construção, saneamento, commodities e máquinas indústriais marcaram o melhor desempenho da década no ano de 2020. Por outro lado, aqueles que registraram o seu pior desempenho no ano foram: software e dados, papel e celulose, veículos e peças e minerais não metálicos.

 

Excluindo a Vale, a lista de empresas é encabeçada pelo ItauUnibanco e Santander Brasil. O número oito parece um pouco repetitivo no texto, mas esse também foi o total de empresas que atingiram o maior volume distribuído em 2020: Vale, Santander Brasil, B3, CPFL Energia, Tim, Taesa, Copasa e Cyrela Realt.

 

Informações: Einar Rivero/Economática

Fonte: Elinne Val - economista e planejadora financeira pessoal da Finaplus

Mais de Artigos & Colunas