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Mulheres ampliam participação no serviço público no Piauí, mas desigualdades persistem

O boletim é uma publicação feita pela gerência de Estudos Sociais e pela gerência de Estudos Econômicos da Cepro e tem o objetivo de mapear a situação socioeconômica feminina.

 

 

 
 

A Fundação Cepro anunciou esta semana os resultados do boletim temático sobre a participação das mulheres piauienses nos espaços ocupacionais. Os resultados mostram que elas seguem apresentando maior escolaridade e ampliando a participação no mercado de trabalho, mas persistem as desigualdades, como a equiparação de rendimentos.

 

O estudo traz para a discussão indicadores relacionados a educação, ao trabalho, a renda e a violência contra as mulheres. Os dados são extraídos do IBGE e Anuário Nacional da Violência. 

 

No que se refere a situação e a participação da mulher no mercado de trabalho no Piauí, o estudo traz dados sobre a formalidade que apontam que elas são maioria no serviço público estatutário, ocupando 64,54% dos cargos. Em compensação, no mercado formal com carteira assinada ainda são minoria, com 39,30% de participação no Piauí. Para completar, com dados referentes a todo o Brasil, as mulheres com filhos têm menos 12% de participação no mercado de trabalho do que as sem filhos.

 

Segundo Juciara Linhares, gerente de Estudos Sociais da Cepro, além de temas relacionados à participação da mulher na força de trabalho, o boletim traz informações sobre ensino superior na função docente, que está em constante crescimento na série histórica observada em âmbito nacional. “Nos cargos gerenciais, elas ainda continuam sendo minoria, o que reforça a desigualdade na participação das tomadas de decisões, mesmo a gente observando que as mulheres possuem melhores índices educacionais. Isso também em âmbito nacional”, relatou.

 

No Piauí, as mulheres com mestrado e doutorado somam 73% e com ensino superior completo são 65%. Porém, a média salarial registrada em 2020 no Estado foi de R$ 1.768,13 para os homens e R$ 1.618,43 para as mulheres. “Outro ponto importante que cabe ressaltar é em relação a escolaridade das mulheres que, em geral, frequentam a escola em níveis de ensino adequados as suas faixas de idade e apresentam maior escolaridade completa que os homens.”, explicou Juciara. 

 

O estudo destacou que apesar dos avanços, ainda é necessário ampliar o movimento de luta para novas conquistas, pois, embora a escolaridade das mulheres seja superior à dos homens, a remuneração não acompanhou esse ritmo de aumento, mantendo-se inferior, com desigualdade salarial.

 

“E outra questão importante é o percentual de trabalhadoras associadas aos sindicatos que é superior ao dos homens e, aqui no Piauí e no Nordeste, as mulheres também se sobressaem nessa participação, fato este que contribui para um engajamento, para uma politização, para um debate mais qualificado, para que a mulher possa também se destacar nessas arenas públicas de discussão, para trazer à tona todo esse movimento a favor das mulheres”, concluiu Juciara Linhares.

 

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Fonte: Fundação Cepro

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