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Pandemia: empregos têm leve queda no Piauí após três anos em alta

Em 2020, indústria e serviços foram os setores mais prejudicados, enquanto construção, agropecuária e comércio cresceram

 
O setor de serviços foi um dos mais afetados pela pandemia (Foto: divulgação)

 O setor de serviços foi um dos mais afetados pela pandemia (Foto: divulgação)

 
 

Após três anos consecutivos de crescimento, a geração de empregos no Piauí teve um leve recuo em 2020. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o Piauí encerrou o ano passado com um saldo negativo de 181 empregos, resultante da soma do total de contratados (79.244 trabalhadores) menos o de demitidos (79.425) durante os 12 meses do ano.

 

A última vez que o Piauí gerou desemprego foi em 2016, quando o saldo negativo foi de 12.896 vagas. A partir de 2017, o resultado passou a ser positivo, com 4.540 admissões mais que demissões naquele ano. Em 2018, foram 5.662 e, em 2019, 1.981.

 

Ao todo, o Piauí terminou 2020 com um estoque de 297.840 trabalhadores empregados, uma redução de 0,06% em relação aos 298.038 contratados no dia 1º de janeiro do mesmo ano.

 

Os meses que registraram desemprego em 2020 foram abril, maio, junho e dezembro (Reprodução site Novo Caged)

 

O desemprego é consequência da pandemia do novo coronavírus, que obrigou a paralisação de várias atividades econômicas no primeiro semestre de 2020, resultando em várias demissões. Os meses com mais suspensão de contratos de trabalho foram abril e maio, com 10 mil postos de trabalho encerrados.

 

Em julho, porém, houve uma recuperação na geração de empregos, quando a maioria das atividades comerciais já estava aberta. O mercado permaneceu contratando nos meses seguintes e o bom resultado de outubro, quando quase 3,5 mil empregos foram criados mais do que demissões, gerou uma expectativa de que o ano terminaria com saldo positivo. No entanto, em dezembro houve novas demissões, com um saldo negativo de 139 empregos.

 


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Os setores mais afetados em 2020 foram a indústria, com um recuo de -3,52%, seguida dos serviços, com -1,24%. Juntas, as duas áreas tiveram um saldo negativo de quase 3 mil vagas. Os percentuais são calculados em comparação com o estoque de empregos existente no Piauí em 1º de janeiro de 2020.

 

Evitaram um resultado pior no ano os setores de construção, com crescimento de 5,01%, agropecuária (4,40%) e comércio (1,23%). Os três somados tiveram um saldo positivo de cerca de 2,6 mil empregos.

 

 

Os setores de serviços e indústria foram os que mais demitiram e não recontrataram, ao contrário da agropecuária, construção e comércio (Reprodução site Novo Caged)

 

 

BEm, auxílio emergencial e antecipação do 13º evitaram o pior

 

Para amenizar os efeitos da crise, o Governo Federal criou em abril o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), programa que permitiu acordos entre empregadores e funcionários na redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o governo pagou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.

 

De acordo com o Ministério da Economia, o BEm evitou a demissão de 105 mil trabalhadores no Piauí. São funcionários de 19 mil empresas que tiveram a redução na carga horária ou o afastamento temporário. No início deste ano, o BEm acabou e eles retornaram ao trabalho normalmente.

 

Outras medidas que aqueceram a economia e evitaram danos maiores foram: a criação do Auxílio Emergencial, benefício com valores de R$ 600 e R$ 1.200 destinado a famílias de baixa renda e também a microempreendedores individuais; e a antecipação em quatro meses do 13º salário pelo Governo do Piauí. As duas ações injetaram, juntas, mais de R$ 3,6 bilhões no mercado local até agosto.

 

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Fonte: Com informações da Agência Brasil

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