Indústria

relatório de sondagem

Indústria do Piauí chega a 66% da capacidade em dezembro

Pesquisa da FIEPI mostra que piores meses do ano foram março, abril e maio, no início da pandemia

 
Produção em dezembro foi a maior do ano. Reprodução/FIEPI

 Produção em dezembro foi a maior do ano. Reprodução/FIEPI

 
 

A capacidade de produção das indústrias piauienses chegou a 66% em dezembro, o melhor índice do ano. A pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI) em parceria com a Confederação Nacional de Indústria (CNI) mostra uma produção bem acima do pior mês do ano, em abril, quando a capacidade chegou a apenas 14%. 

 

Nos dois primeiros quadrimestres de 2020 (janeiro a agosto), foi forte o impacto nas indústrias do Estado dada as limitações impostas pelos decretos editados pelo Governo do Estado do Piauí e dos Municípios por conta da pandemia do novo coronavírus.

 

Já a partir de setembro/2020, com a mitigação dessas medidas restritivas somada à necessidade de reinvenção, dentre outras inovações, houve um paulatino retorno ao cenário pré-pandêmico.

 

 

Assim, o nível de utilização da capacidade instalada em relação ao usual também revelou uma ascendente retomada das atividades. Se em setembro, o percentual era de 49,2%, houve um aumento em outubro para 51,7%, tendo os maiores destaques para novembro, com 64,9%, fechando dezembro com 66%. Se analisarmos os quadrimestres anteriores observamos a tendência da indústria local de um contínuo aumento, principalmente a partir de setembro, que se consolidou ao longo deste último quadrimestre avaliado.

 

De acordo com  a pesquisa, a evolução no número de empregados nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro/2020 teve a estabilidade em seu melhor percentual no mês de outubro, com 78,3%, muito próximo a dezembro (77,4%). O cenário de queda do número de empregados é menor em outubro, com 6,7%. Já o aumento no número de empregados tem o seu melhor patamar também em outubro, com 15%. Os números do quadrimestre revelam uma tendência de estabilidade nos empregos, sendo indicativo de um cenário positivo e estável nos empregos do setor.

 

Para o diretor de Assuntos Econômicos da FIEPI, Freitas Neto, a pesquisa referente ao último quadrimestre de 2020 mostra que a atividade foi se recuperando aos poucos a partir de setembro. “Todos os indicadores melhoraram no quadrimestre e repercutiu no otimismo dos empresários em relação aos próximos seis meses. Esperamos que o volume da produção e a perspectiva de contratação de empregados sigam crescendo em 2021, para que tenhamos uma indústria mais forte e mais representativa no PIB do país”, pontua Freitas Neto.

 

Perspectivas para o próximos seis meses

Com relação à demanda por produtos, a expectativa para os próximos seis meses teve uma média no quadrimestre de 52,2%, média superior ao quadrimestre anterior, que foi de 47,97%. Setembro e outubro apresentaram os melhores percentuais do quadrimestre, com 55,6% e 56,7%, respectivamente.

 

A expectativa de crescimento do número de empregados na indústria tem se mantido constante para este quadrimestre com percentuais de 14,3% em setembro, 10% em outubro, 19,3% em novembro e 13,2% em dezembro. Os índices de expectativa de aumento no número de empregados no Nordeste foram de 17,3% em outubro, 19,1% em novembro e 17,8% em dezembro.

 

Para os próximos seis meses, as perspectivas das indústrias do Estado para o aumento nas compras de matéria-prima tiveram melhores expectativas em setembro (47,6%) e outubro (51,7%). O reflexo da dificuldade nesta aquisição foi observado quando os percentuais reduziram em novembro (40,4%) e dezembro (39,6%).


 
Os números mostram um crescimento constante nos meses de setembro (36,5%), outubro (33,3%) e novembro (35,1%) quanto à intenção de investimento das indústrias para os próximos seis meses. O mês de dezembro fecha o quadrimestre com 49,1%, apresentando um otimismo destacado na intenção de investir nos próximos seis meses, com percentual até superior ao da região Nordeste, que foi de 44,7% no mês de dezembro de 2020.

 

 

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Fonte: FIEPI

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