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Opinião

A indústria do seguro

A arrecadação total desse mercado atingiu R$ 428,9 bilhões em 2017, o que representou 6,5% do PIB do Brasil

 
 
 

O seguro permite aos indivíduos transferir seus riscos às seguradoras - transferido e compartilhado entre muitos indivíduos, reduzindo desse modo o custo da perda. As seguradoras são igualmente intermediárias financeiras e são importantes na mobilização de poupanças e na melhora da alocação de recursos da economia. O seguro proporciona, assim, o que os economistas chamam de “externalidades positivas”, isto é, seus efeitos positivos transbordam para os demais setores da economia, permitindo o incremento do consumo, dos lucros e do emprego e o aumento do bem-estar social generalizadamente.


O mercado de seguros contribui decisivamente para o desenvolvimento da economia e da sociedade. A sua atuação se destaca quanto:

à natureza dos serviços proporcionados;

diversidade e valor desses mesmos serviços;

ao emprego de trabalhadores;

à sua ampla rede de distribuição;

à mobilização de poupanças

à contribuição ao crescimento do Produto Interno Bruto


Proporciona serviços de grande valor

É difícil quantificar exatamente a participação da indústria de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização na economia nacional.

 

A medida mais utilizada – a razão prêmios/PIB, também chamada de “coeficiente de penetração” – é uma informação importante, mas subestima a contribuição total da indústria para a economia. O prêmio fornece uma medida conservadora do valor do seguro, pois é sempre inferior às importâncias seguradas e não computa o aumento de bem-estar que a proteção securitária proporciona à sociedade.


De todo modo, a arrecadação total do mercado de seguros, previdência complementar aberta, saúde suplementar e capitalização atingiu R$ 428,9 bilhões em 2017, o que representou 6,5% do PIB.


A maior participação foi de saúde suplementar, com 2,8% do PIB, seguida dos planos de previdência ou acumulação de coberturas de pessoas, com 1,8% do PIB, ramos elementares (seguros de danos e propriedades), com 1,1% do PIB, planos de risco de cobertura de pessoas (seguros de vida e acidentes), com 0,5% do PIB e títulos de capitalização, com 0,3% do PIB.


Um indicador mais abrangente do tamanho do mercado é o valor das provisões ou reservas técnicas. A função de tais provisões é fazer frente às indenizações de sinistros presentes e futuras relativas às apólices vigentes. Em dezembro de 2017, o saldo de provisões inscritas nos balanços das companhias seguradoras reguladas pela SUSEP se elevava a R$ 874,5 bilhões. Se somadas as provisões das EAPC (entidades abertas de previdência complementar), as operadoras de saúde suplementar e as empresas de capitalização, o saldo se aproxima de R$ 1 trilhão ou 16% do PIB.


O valor dos capitais segurados em todos os contratos em vigor é outro indicador da contribuição do mercado de seguros para a economia. Nos Estados Unidos, em 2016, segundo o American Council of Life Insurers, somente em apólices ativas de seguros de vida, os capitais segurados montaram a US$ 20,3 trilhões, o equivalente a 109% do PIB norte-americano. Infelizmente, esse indicador não está disponível para o Brasil, mas certamente a soma dos capitais segurados em todos os ramos de seguros supera o PIB nacional, como ocorre nos Estados Unidos e em outros países.

Fonte: José Liberal Neto - corretor de seguros

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