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Apesar da pandemia, renda das famílias de Teresina cresce em 2020

A injeção de recursos públicos, como o auxílio emergencial, favoreceu principalmente as classes menos favorecidas

 
Renda média aumentou graças aos repasses federais (Foto: Piauí Negócios)

 Renda média aumentou graças aos repasses federais (Foto: Piauí Negócios)

 
 

Apesar da forte crise econômica iniciada em março em todo o Brasil por conta da pandemia do novo coronavírus, as famílias de Teresina tiveram um aumento na renda média em 2020, na comparação com 2019. Enquanto no primeiro semestre do ano passado, as famílias receberam, em média, R$ 5.042,00, no mesmo período deste ano, o valor foi de R$ 5.078, alta de 0,7%.

 

Os dados são da pesquisa Radiografia do Endividamento realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O estudo explica que, mesmo com o aumento do desemprego e suspensão de atividades econômicas no primeiro semestre deste ano, a transferência de recursos públicos, principalmente o auxílio-emergencial, foi a responsável pela elevação da renda.

 

Em nível Brasil, a renda média das famílias cresceu 2,6%, acima dos 2% em média nas 27 capitais. Belém foi a que mais teve crescimento na renda (15,6%), seguida da Manaus (13,3%) e Natal (11,1%). Onze capitais tiveram redução na renda média das famílias, sendo as piores Vitória (-12,1%), Campo Grande (-9,9% e Porto Alegre (-7,5%).

 

 

De acordo com o estudo, “o resultado de elevação se deu pelo papel decisivo da injeção maciça de recursos públicos por meio do aumento das transferências federais, que atingiu aumento de 318% em relação ao 1º semestre de 2019, alcançando quase R$ 100 bilhões”.

 

Ainda segundo a pesquisa, 85% desses aumentos nas transferência federais foram destinados para a classe de renda E, que é composta por 46,5 milhões de pessoas (17 milhões de famílias), cujo recebimento foi praticamente 8 vezes (779%) superior ao registrado em 2019 no mesmo período, enquanto todas as demais classes de renda mostram queda no total e média de seus rendimentos no período.

 

Em resumo, as altas na renda média das famílias de 2,6% no Brasil e de 2% nas capitais, detectadas no final do 1º semestre ante mesmo período do ano passado, deveu-se exclusivamente ao forte incrementos de recursos direcionados aos segmentos de menor poder aquisitivo.

 

A observação dessas taxas indica que, embora tenha sido evitada uma forte contração de renda em níveis críticos, como seria de se aguardar com a paralisação da maior parte da atividade econômica de forma incisiva, ainda assim os níveis de consumo de bens e serviços foram comprometidos, levando ao fechamento definitivo de milhares de estabelecimentos e perdas importantes de postos de trabalho. Isso implicou na queda da qualidade de consumo das famílias, que buscaram na priorização da compra de bens essenciais a forma de controlar o orçamento doméstico, implicando em queda na sua qualidade de consumo.

 

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