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Após 15 anos, empresas da zona leste de Teresina terão reforço na energia elétrica

Subestação Ininga será inaugurada em 2021 e vai atender a 102 mil usuários na região

 
O setor de restaurantes e bares em Teresina cresceu muito e a demanda superou a oferta (Fotos: divulgação)

 O setor de restaurantes e bares em Teresina cresceu muito e a demanda superou a oferta (Fotos: divulgação)

 
 

Empresários de segmento de bares e restaurantes da zona leste de Teresina aguardam com grande expectativa pela inauguração, no primeiro semestre de 2021, da nova subestação de energia da Equatorial, que vai reforçar o abastecimento no setor. A última subestação da região foi inaugurada há 15 anos, mas não atende mais à demanda.

 

Com investimento de R$ 11 milhões, a subestação Ininga, que está sendo construída no bairro do mesmo nome, é uma necessidade antiga da zona leste, principalmente para os setores de comércio, lazer e gastronomia, que exigem uma demanda maior de energia. A nova subestação vai atender a 102 mil usuários na região.  

 

Subestação Ininga vai atender a 102 mil usuários na zona leste de Teresina (Fotos: divulgação)

 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Piauí (Abrasel-PI), Eduardo Rufino, diz que o reforço na energia vai gerar mais empregos, pois estimulará a abertura de novos empreendimentos. “A zona leste de Teresina tem apresentando um grande crescimento no setor de bares, restaurantes, shoppings, que cada vez mais precisam de uma melhor energia. Com a chegada de uma nova subestação, é uma notícia muito boa, pois haverá um novo contexto que permitirá que mais empreendimentos, sejam eles comerciais ou habitacionais, cheguem até a zona leste da capital, o que gera mais empregos e renda para população”, destaca o empresário.

 

Eduardo Rufino, da Abrasel-PI, acredita que a nova subestação trará mais investimentos no setor 

 

Prejuízos causados pela instabilidade da energia no Piauí já foram relatados pelo Piauí Negócios. O empresário Rodrigo Vasconcelos, proprietário da China in Box, no bairro São Cristóvão, zona leste de Teresina, já perdeu freezer, um monitor de computador, uma cafeteria, isso sem falar de uma queda entre 40% e 50% nas vendas quando falta energia. “O pior é que não adianta entrar na Justiça, pois é muito demorado. Não vale a pena”, afirma o empresário, que há 20 anos atua no ramo.

 

O China In Box é outra empresa de alimentação que já sofreu com a falta de qualidade de energia na zona leste 

 

 

Carlo Marques, empresário da cafeteria Jambu Café, também no Jóquei Clube, não esquece do prejuízo que teve no mês de outubro de 2019, após um temporal que deixou quase 24 horas seu estabelecimento sem energia. “Como a luz faltou às 18h30, tive que fechar mais cedo. No sábado, só voltou às 17h e por isso não consegui abrir. Perdi as vendas de parte da sexta e do sábado o dia todo”, afirma. Segundo Marques, os prejuízos entre outubro e novembro do ano passado resultantes da falta de energia ultrapassaram 5 mil reais.

 

O Jambu Café precisou ser fechado por mais de um dia por falta de energia

 

Rodrigo Romero, proprietário há dez anos da LavFácil Lavanderia, no bairro Jóquei Cube, zona leste de Teresina, já perdeu as contas de quantas vezes teve que avisar aos clientes que demoraria a entregar as roupas devido à queda de energia. “Teve uma semana que o prejuízo foi de 600 reais. Já tive também problemas de equipamentos queimados. A energia faltou e, quando voltou, só veio em uma fase. Tive que trocar toda a fiação”, lembra o empresário.

 


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“A entrega da Subestação Ininga para Teresina é parte de um dos compromissos firmados desde a chegada da Equatorial no Piauí. É um projeto que visa acelerar ainda mais o crescimento da capital, com reforço de maior e mais energia com segurança numa das zonas que mais crescem”, destaca o gerente de obras e manutenção da Equatorial Piauí, Antônio Simões.

 

Sobre a Subestação Ininga

A obra foi incluída como prioritária no primeiro ano de investimento da Equatorial no Piauí, considerando que a região leste já estava há 15 anos sem receber uma nova subestação. Serão mais 50 MVA de potência e uma linha de distribuição nova em 69kV com 6,5 km de extensão que ligará a subestação Satélite à subestação Ininga, sendo um reforço e importante recurso para expansão do sistema elétrico da capital.

 

Construída com o que há de mais moderno no setor elétrico, a Subestação Ininga trará tecnologia de ponta em automação, com controle e capacidade de intervenção de forma remota, direta do Centro de Operações, facilitando o monitoramento, manobras de apoio e respostas rápidas de comunicação e transferências de cargas entre subestações de regiões próximas, criando um sistema com atuação mais rápida para fornecimento de energia.

 

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