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Consumo no varejo do Piauí cresce 9,9%, segunda maior alta no Brasil

Alta no estado em outubro foi superior à média do Nordeste, de 1,3%, e a do Brasil, de 0,2%, segundo o IGet, do banco Santander

 
O Piauí foi um dos três estados com crescimento acima de 7,5% em outubro (Reprodução)

 O Piauí foi um dos três estados com crescimento acima de 7,5% em outubro (Reprodução)

 
 

Na contramão de uma tendência de desaceleração do consumo de varejo, o estado do Piauí teve a segunda maior alta de vendas percentualmente do Brasil no mês de outubro. Com 9,9% de crescimento, ficou atrás apenas do Paraná, com 14,1%. O índice do Piauí é bem superior à média da região Nordeste, que ficou em 1,3%, e também da média nacional, 0,2%.

 

Os dados foram observados pelo IGet, índice que calcula o comportamento do varejo no Brasil por meio de transações das máquinas Getnet, desenvolvido pelo Departamento Econômico do Banco Santander.

 

A boa performance do Piauí pode ser atribuída a injeções de dinheiro público entre a população, tanto em nível federal, com o auxílio emergencial, quanto em nível estadual, com a antecipação do 13º salário em agosto.

 

Além disso, o Piauí foi um dos estados brasileiros em que o auxílio emergencial mais teve impacto na manutenção do consumo das famílias. Segundo o Ministério da Cidadania, mais de 1,3 milhão de piauienses, ou 40% da população, recebeu o auxílio emergencial.

 

Em nível Brasil, o relatório do IGet aponta que as vendas em outubro tiveram leve alta de 0,2%. Depois de um movimento de aceleração das vendas até agosto, acima dos níveis do período pré-crise, setembro deu início a uma desaceleração e outubro reforçou essa trajetória. Já na comparação com outubro de 2019, o crescimento foi maior, de 6,6%.

 


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Na visão de Gustavo Bahia, diretor Financeiro da Getnet, a desaceleração do consumo no Brasil está se materializando. Segundo ele, a explicação reflexo dos efeitos da redução do auxílio emergencial e da flexibilização das medidas de isolamento social. Tanto que a venda de móveis e eletrodomésticos, produtos usados quanto as pessoas estão em casa, foi a que mais caiu em outubro, com -10,7% em relação ao mês anterior.

 

Gustavo Bahia, da Getnet, acredita que fim do auxílio emergencial em 2021 tratá um cenário mais adverso (Foto: divulgação)

 

“Ainda temos datas importantes para o varejo este ano, como Black Friday e Natal, mas que já deverão apresentar equilíbrio no perfil de gastos da população. Além disso, deveremos observar um cenário mais adverso a partir do fim do auxílio emergencial, em janeiro de 2021”, afirma o executivo.

 

A tendência de desaceleração em 2021, com o fim do auxílio emergencial, foi antecipada por economistas piauienses consultados pelo Piauí Negócios. Para eles, o governo precisa de políticas de incentivo à economia com o a retirada do auxílio. Até mesmo o secretário da Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, pediu que o governo federal prorrogue o auxílio mesmo após a virada do ano.

 

Lucas Maynard, economista do Santander, prevê ainda que nos próximos meses, haverá uma recomposição do consumo das famílias. “Possivelmente com um crescimento no consumo de serviços em detrimento do mercado de bens”, explica.

 

No conceito Varejo Restrito, vale ressaltar que quatro setores apontaram queda: Móveis e Eletrodomésticos (-10,7%), Materiais para Escritório (-5%), Livros (-4%) e Artigos Farmacêuticos (-1%). Supermercados, Vestuário e Artigos Pessoais apresentaram alta de 1%, 7,3% e 7,7%, respectivamente. No Varejo Ampliado, Peças Automotivas cresceu 1,1%, enquanto que Materiais de Construção caiu 2,2%, embora ainda esteja em um patamar elevado historicamente no comércio.

 

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Fonte: Banco Santander

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