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Indústria 4.0 já é realidade no Piauí

Se antes a ideia era produzir em massa, hoje o que se busca é produzir algo mais próximo do que o cliente quer

 
Félix Raposo, da Fiepi, aponta que é preciso criar políticas públicas para incentivar a expansão da indústria 4.0 (Foto: Piauí Negócios)

 Félix Raposo, da Fiepi, aponta que é preciso criar políticas públicas para incentivar a expansão da indústria 4.0 (Foto: Piauí Negócios)

 
 

A nova fase da indústria – chamada de 4.0 – integra o mundo físico e o virtual por meio de tecnologias digitais como internet das coisas, big data e inteligência artificial. No Piauí, ela já é realidade e produz transformação em setores como o de produção de alimentos, recém premiado em congresso nacional de inovação.

Considerada a quarta revolução industrial, a indústria 4.0 se caracteriza pela aplicação de novas tecnologias aos processos industriais. “É uma indústria conectada à sociedade e a uma cadeia de consumidores”, observa Félix Raposo, diretor de Inovação e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi). Segundo ele, se antes a ideia era produzir em massa, hoje o que se busca é produzir algo mais próximo do que o cliente quer.


Alguns passos são pontuados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) rumo à indústria 4.0. São eles:

  • 1 – Enxugar processos produtivos (adoção de métodos consagrados como manufatura enxuta, eficiência energética e produção mais limpa)
  • 2 – Requalificar trabalhadores e gestores (conhecimentos sobre novas tecnologias digitais, sobre técnicas de programação, análise de dado e competências socioemocionais)
  • 3 – Adquirir tecnologias disponíveis e de baixo custo (uso de sensores e de tecnologias com Internet das coisas, computação de nuvem e big gata)
  • 4 – Investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação (desenvolvimento de produtos inteligentes e conectados, que utilizem tecnologias disruptivas)

Para cada uma das etapas acima listadas, o sistema Senai/Fiepi possui programas de consultorias, além da oferta de educação profissional e tecnológica.

Considerado um processo sem volta e universal, a consolidação da indústria 4.0 carece de políticas públicas capazes de apoiar o desenvolvimento tecnológico das empresas brasileiras. “É um papel que não é só das entidades. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) discute a nível governamental. Tem que ter mais política pública. Como o empresário vai ser conduzido para esse processo com tanta burocracia e com um ambiente tão desfavorável aos negócios?”, indaga Félix Raposo.

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