Carreira & Gestão Pública

Coronavírus

Com ajuda do governo, 18 mil empresas do Piauí mantiveram 102 mil empregos

Os setores que mais fizeram acordos durante a quarentena foram os de serviços e comércio

 
Gleydismar Vignoli, da Macrolub, usou o programa em sua empresa e o prorrogou até o fim de agosto (Fotos: divulgação)

 Gleydismar Vignoli, da Macrolub, usou o programa em sua empresa e o prorrogou até o fim de agosto (Fotos: divulgação)

 
 

Cerca de 18,7 mil empresas do Piauí mantiveram, com ajuda do Governo Federal, mais de 100 mil empregos durante os quatro meses da quarentena obrigatória devido à pandemia do novo coronavírus. Lançado em abril, o programa Benefício Emergencial (Bem) para Preservação da Renda e do Emprego permite a redução da carga horária dos empregos ou a suspensão temporária do contrato de trabalho, sem ônus financeiro para os empregadores.

 

Instituído pela Medida Provisória 936/2020, o Bem paga ao trabalhador o valor do seguro-desemprego que teria direito caso fosse demitido, respeitando a proporcionalidade da redução de carga horária e do salário, em 25%, 50% ou 70%.

 

 

 

No caso da suspensão total do trabalho, o Bem beneficia o trabalhador com o pagamento de 100% do valor do seguro-desemprego que o funcionário teria direito. Além disso, a empresa que aderir ao programa não pode demitir o empregado pelo mesmo tempo depois que o acordo acabar. Assim, o programa garante de forma provisória o emprego.

 

De abril até o final de julho, foram feitos mais de 193 mil acordos de trabalho envolvendo o Bem no Piauí. 104 mil foram para a suspensão do contrato, 55,6 mil acordos para redução da carga horária em 70%, 22,9 mil em 50% e 10,1 mil em 25%. Cerca 1,2 mil acordos foram de contratos intermitentes. Os dados são do Ministério da Economia.

 

Os setores que mais usaram o benefício no período foram o de serviços (84 mil acordos), comércio (70 mil) e indústria (24 mil). Praticamente sem sofrer impacto desde o início da pandemia, o setor agropecuário só registrou 357 acordos, ou 0,18% do total.

 

 

A empresária Gleydismar Vignoli, da Macrolub Lubrificantes, localizada no bairro São Pedro, zona sul de Teresina, usou o programa, reduzindo a carga horária e o salário em 50% dos mais de 20 funcionários. A empresa não fechou totalmente, pois o setor de troca de óleo foi considerado como serviço essencial pela Prefeitura da capital. No entanto, o horário de funcionamento foi reduzido, o que fez o faturamento cair 50% durante a quarentena.

 

“No início demos férias para 70% dos funcionários e depois aderimos ao programa. Sem essa ajuda do Governo Federal, talvez nem estivéssemos com a empresa aberta e demitiríamos com certeza, porque não íamos suportar. No início de agosto, nós prorrogamos por mais 30 dias a redução da carga horária”, afirma Vignoli.

 


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Outra empresa que também recorreu ao Bem foi a Gênesis, especializada no atendimento em Medicina e Segurança do Trabalho. Localizada também na zona sul da capital, a Genesis teve que fazer um grande malabarismo e mesclou a suspensão com a redução da carga horária.

 

Francilene Cordeiro conseguiu manter 70% dos funcionários graças ao programa

 

“Primeiro, eu suspendi o contrato de 50% dos funcionários. E reduzi a carga horária dos outros 50%. Após 30 dias, uma parte dos que estavam na carga horária reduzida voltou ao horário normal, e, um mês depois, não tive com mantê-los, já que a receita caiu muito. Mas ainda assim consegui manter 70% dos colaboradores. Sem o programa, eu só estaria com a metade dos funcionários”, conta Francilene Cordeiro, diretora-administrativa da Gênesis.

 

Já a Hot Sat, indústria de climatizadores localizada na zona leste de Teresina, reduziu a carga horária de quase todos os 45 funcionários por 120 dias. Como a medida, a empresa pôde trabalhar com o caixa disponível, já que os salários foram reduzidos e, consequentemente, os impostos ligados à folha.

 

A Hot Sat usou o Benefício Emergencial por 120 dias, enquanto durou a quarentena 

 

O economista Dorgilan Rodrigues, presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon) disse que programa conseguiu focar no tripé emprego, consumo e renda, o que ajudou a combater à crise e ajudar as empresas. “Quando uma empresa vê a perspectiva de queda de receita, ela já começa a demitir. O programa protegeu muitos empregos e deu tão certo que o governo o prorrogou por mais tempo”, enfatiza o especialista.

 

O economista Dorgilan Rodrigues ressaltou que a prorrogação do programa é um exemplo de que foi bem sucedido

 

 

Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de empresas aderiram ao Benefício Emergencial, evitando a demissão de 10 milhões de empregos, por meio de 15 milhões de acordos.

 

 

 

 

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