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Apenas 13% do fundo destinado a pequenas empresas foi liberado

FNE Emergencial foi criado pelo Banco do Nordeste para ajuda empresas atingidas pela pandemia

 
Gráfico mostra que só uma parte do FNE Emergencial foi liberada até agora

 Gráfico mostra que só uma parte do FNE Emergencial foi liberada até agora

 
 

Lançado no início de abril para ofertar crédito especial às micro e pequenas empresas afetadas pela crise do coronavírus, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) Emergencial do Banco do Nordeste até agora só liberou 13% do valor disponível, que é de R$ 3 bilhões. Foram R$ 437,6 milhões aplicados pelo BNB.

 

A maior parte dos recursos, portanto, no valor de R$ 2,6 bilhões, ainda não foi liberado ou foi negado para os pequenos negócios na área de atuação do banco.

 

Como o Piauí Negóciosmostrou em reportagem especial, as micro e pequenas empresas do Piauí estão com dificuldades de obter empréstimos. Entre as reclamações dos empresários, estão taxas de juros e burocracia, por parte dos bancos, e falta de garantias e nome negativado por parte das empresas.

 

Segundo uma pesquisa do Sebrae, 51% dos pequenos negócios no Piauí que recorreram a empréstimos tiveram o pedido negado. Uma situação alarmante, visto que quase 9 em cada dez empresas do pequeno porte tiveram queda no faturamento desde o início na pandemia, em março, também segundo o estudo do Sebrae.

 

 

O FNE Emergencial é uma das linhas de crédito mais procuradas por ter a menor taxa de juros entre os demais bancos (2,5% ao ano), carência até dezembro e limite de até R$ 200 mil por empresa.

 


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No Piauí, o fundo liberou R$ 24,7 milhões para o Piauí até o final de maio, mas representa apenas 6,4% dos R$ 558,6 milhões correspondentes a todas as operações de crédito do banco, realizadas entre o dia 16 de março até 29 de maio.

 

Ciente das dificuldades das empresas em obter crédito, o Congresso Nacional aprovou no final de abril a lei 13.999, que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), justamente para socorrer quem não está conseguindo empréstimo.  Mas, ao ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, no dia 18 de maio, a lei teve quatro vetos que dificultaram a liberação dos empréstimos.

 

Apesar de mais de 20 dias após a sanção, a lei está demorando a, na prática, virar recursos para os empreendedores. Essa lentidão levou senadores e deputados a questionar o Governo. Na última segunda-feira (8), o presidente do Banco do Brasil, Rubem de Freitas Novaes, afirmou que até sexta-feira (12) a concessão de crédito pelo Pronampe será efetivada pelos bancos.

 

Segundo Novaes, o Pronampe, com taxa de juros anual máxima igual à Selic mais 1,25% sobre o valor concedido e com prazo de 36 meses, só está sendo possível porque o governo está bancando 85% do risco, reduzindo o risco para o sistema bancário.

 

 

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