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Fundos imobiliários e taxa selic

Conheça o IFIX, índice de desempenho dos FIIs, e entenda sua relação com a SELIC, taxa básica de juros da economia

 
 
 

Talvez você já tenha visto notícias de que o Copom reduziu ou aumentou a taxa Selic para X ou Y% ao ano. A mais recente informação é de que o Copom reduziu a taxa Selic para 3,00% a.a.[1]

 

Mas você sabe o que é a Selic e o que é o Copom?

 

Uma explicação bem clara pode ser encontrada no livro Fundos de Investimento Imobiliário: aspectos gerais e princípios de analise, do autor Roni Antonio Mendes, que diz o seguinte: “A taxa SELIC é a taxa básica de juros da economia brasileira, sendo estipulada nas reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM). Tais reuniões acontecem em intervalos de 45 dias. Depois de analisar uma série de dados atualizados e também as expectativas futuras para alguns índices macroeconômicos (PIB, inflação, câmbio, entre outros), o COPOM decide por manutenção, aumento ou diminuição da Taxa SELIC. As decisões do COPOM sobre o valor da SELIC têm o objetivo principal de manter a inflação sob controle. Se a inflação estiver em tendência de alta, a SELIC será aumentada, para encarecer o crédito e refrear o consumo, com isso reduzindo a inflação. Estando a inflação controlada e em queda, o COPOM reduz gradualmente a SELIC, reativando a economia (principalmente por meio da reativação do consumo, mas também por desinibir investimentos em produção)”. [2]

 

Agora que você já sabe o que é a taxa Selic, vejamos a relação entre ela e os fundos imobiliários.

 

Existe um índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários: o IFIX. De acordo com o livro Guia Suno Fundos Imobiliários, “o IFIX é um índice que busca medir o desempenho geral do mercado de fundos imobiliários. Foi criado em dezembro de 2012, porém com dados retroativos a 31/12/2010, em que teve início com 1.000 pontos. Ele monitora o desempenho de uma carteira teórica composta pelos fundos mais negociados em Bolsa. O monitoramento de desempenho se dá pela média ponderada do retorno total de cada fundo, isto é: a variação do preço das cotas somado aos rendimentos distribuídos”. [3]

 

Pois bem, desde que o IFIX passou a ser medido, podemos observar que existe uma tendência de valorização deste índice quando a SELIC cai e vice-versa (quando a SELIC cresce, o IFIX tende a se desvalorizar).

 

Novamente citando o o livro Fundos de Investimento Imobiliário: aspectos gerais e princípios de analise: “A correlação inversa entre o IFIX e a SELIC [...] constitui um fator de risco importante para o investidor: ao decidir alocar um percentual grande do capital disponível em FIIs, quando os juros estão baixos, a chance de que os fundos se desvalorizem com a alta dos juros é elevada”.

 

É importante esclarecer que essa é apenas uma tendência. Períodos de crise podem gerar uma situação diferente, como alertou o Analista de Valores Mobiliários Rodrigo Medeiros em postagem no seu perfil do Instagram (@desmistificandofii): “Ocorre que não estamos em tempos normais e nem temos uma visão futura de quando teremos. A tendência continua sendo os FIIs terem valorização, mas algo novo na crise de saúde, da economia e na política pode mudar tudo de uma hora para outra”.[4]

 

A propósito, no dia seguinte à última redução da SELIC pelo COPOM, ocorrida em 06 de maio de 2020, tive a oportunidade de entrevistar o o Rodrigo Medeiros e discutimos esse assunto, entre outros. Veja a entrevista em nosso canal no YouTube (IMPERES FIIs), clicando no link: https://youtu.be/RPc92oOoDRE

 

Também há um vídeo em que explico essa relação entre a SELIC e o IFIX, inclusive utilizando gráficos para ilustrar. Veja em: https://youtu.be/tnNNThJKYk4

 

 

[2] Link para adquirir o livro Fundos de Investimento Imobiliário: aspectos gerais e princípios de analise na Amazon: https://amzn.to/2YYwoZS

 

[3] Link para adquirir o livro Guia Suno Fundos Imobiliários na Amazon: https://amzn.to/2WjAMko

 

[4] Link para a postagem no Instagram do Rodrigo Medeiros (@desmistificandofii): https://www.instagram.com/p/B_3SN5SlQjd/?utm_source=ig_web_copy_link

 

Fonte: João Ricardo Imperes Lira - investidor

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