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Tipos de contratos dos fundos imobiliários

Entenda as diferenças entre contratos de locação típicos e atípicos

 
 
 

Os fundos imobiliários podem celebrar, com os inquilinos de seus imóveis, dois tipos de contratos de locação: contratos típicos e contratos atípicos.

 

Segundo o livro Guia Suno Fundos Imobiliários, “contratos típicos são aqueles convencionais, presentes especialmente nos ativos de lajes corporativas. Em geral, possuem duração média de cinco anos e multas entre três e seis meses. Nestes casos, a cada três anos estes contratos podem passar pelo processo de revisional, oferecendo, portanto, ganhos ou perdas comparadas à inflação. Já no caso dos contratos atípicos, os aluguéis são negociados no início da operação e nenhuma das partes pode pedir revisão durante a vigência. A multa a ser paga neste tipo de contrato é a somatória dos aluguéis vincendos”.

 

Ainda segundo o citado livro, “o contrato atípico é menos comum. Costuma ocorrer geralmente em imóveis construídos sob medida para o inquilino – built to suit – ou naqueles em que o proprietário vende o imóvel que está ocupando e, imediatamente, aluga esse imóvel – sale and leaseback.” [i]

 

Em tese, contratos atípicos possuem mais segurança, uma vez que possuem vigência mais longa e a multa em caso de rescisão é mais pesada, geralmente correspondendo a todos os aluguéis devidos entre a data de rescisão e o prazo final do contrato.

 

O fato de não admitirem revisão do preço do aluguel, pode ser visto como ponto positivo ou negativo a depender do ponto de vista. Se após um determinado período, o aluguel de mercado estiver menor do que o aluguel estabelecido no contrato, o fundo estará em vantagem, pois o inquilino não poderia exigir redução do aluguel. Por outro lado, se os aluguéis praticados no mercado estiverem superiores ao contratado, o inquilino teria vantagem, pois o fundo não poderia aumentar o valor do aluguel.

 

Por estas razões, não se pode dizer que um tipo de contrato é melhor que o outro. É interessante que o investidor tenha aplicações em fundos com ambas as modalidades para proteger sua carteira nas diversas situações fáticas possíveis. Trata-se de mais um exemplo da importância da diversificação.

 

Sobre esse tema, veja o vídeo em nosso canal no YouTube (IMPERES FIIs), no seguinte link: https://youtu.be/vWsiiri3Mzo

 


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Fonte: João Ricardo Imperes Lira - investidor

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