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Queda no PIB em 2020 pode chegar a até 1,8%

Recessão varia de -0,4% a -1,8%, de acordo com o número de meses parados, prevê Ipea

 
Gráfico mostra impacto do PIB de acordo com a duração do isolamento social

 Gráfico mostra impacto do PIB de acordo com a duração do isolamento social

 
 

Análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a redução do Produto Interno do Bruto (PIB) do Brasil, já considerada como certa por economistas devido ao novo coronavírus, vai variar de acordo com o número de meses com atividades econômicas suspensas. A recessão pode ser de 0,4%, caso o isolamento social dure um mês (até o final de abril); de -0,9% se durar dois meses (até final de maio); e -1,8% de alcançar três meses (até final de junho) com as empresas fechadas.

 

O Grupo de Conjuntura do Ipea também faz uma análise dos indicadores mensais. Apesar do ritmo de aceleração da economia no início de 2020, deve haver queda no desempenho dos indicadores a partir do mês de março, por conta dos efeitos da pandemia do Covid19.

 

A pandemia do Covid-19 também deve impactar as indústrias extrativas, que encerraram 2019 com queda de 1,1% no PIB, ainda influenciada pelo desastre ocorrido na barragem de Brumadinho. O Ipea trabalhava com um cenário de recuperação para o setor, mas revisou a projeção de crescimento de 6,5% para 2,5% em 2020.

 

No entanto, o Ipea acredita que, já no terceiro trimestre do ano (julho-agosto-setembro) há probabilidade de uma rápida recuperação parcial da economia. O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, ressalta, no entanto, que essa hipótese depende da efetividade das políticas econômicas mitigadoras sendo adotadas no Brasil e no mundo, e de um relativamente rápido avanço no controle da pandemia, que permitiria a retirada gradual das medidas restritivas.

 

Sob a ótica da produção, as principais commodities agropecuárias brasileiras deverão sofrer pouco impacto decorrente da Covid-19. Levando em consideração a previsão de safra do IBGE e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o PIB agropecuário deve fechar 2020 com um crescimento de 3,8%. Mesmo com a simulação do impacto de choques negativos na economia em razão do novo Coronavírus, semelhantes à crise de 2008, a expectativa é positiva: alta de 2,5% sustentado pela estimativa de safra recorde de soja.

Fonte: Ipea

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