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Fundos Imobiliários

Como escolher um fundo imobiliário (e como investir na prática)

Veja algumas dicas para escolher um fundo para investir e como fazer isso na prática

 
 
 
Já escrevi aqui na coluna sobre as vantagens de investir em fundos imobiliários e também, sobre os riscos que caracterizam esse tipo de investimento. Hoje, gostaria de apresentar algumas sugestões que podem ajudar o leitor a escolher um (ou vários) fundos para investir.
 
Isso se faz necessário porque existem 226 fundos imobiliários disponíveis para investimento na Bolsa de Valores, segundo mostra o boletim do mercado imobiliário do mês de janeiro/2020, divulgado pela própria B3 1 . Ou seja, o investidor precisa analisar para saber em qual desses fundos vai aplicar o seu dinheiro.
 
Para ajudar os iniciantes nessa analise, cito um roteiro bem interessante proposto por Danilo Bastos, especialista em em Mercado de Capitais e co-autor do livro Guia Suno Fundos Imobiliários 2 , em entrevista concedida ao nosso blog:
 
Muitas pessoas me perguntam como escolher um fundo para investir. Quais os aspectos mais importantes, na sua opinião, que devem ser observados para uma boa escolha?
 
Não é um produto tão complexo. O ideal é você ler alguns relatórios gerenciais para entender e tentar usar a mesma mentalidade que você teria se fosse comprar um imóvel diretamente para locação. Se você não conhece muito, busque imóveis em grandes centros e fundos maiores e mais diversificados, que tenham vários imóveis e vários inquilinos. Se você compra um fundo que tem um imóvel só, ou que tenha vários imóveis, mas um inquilino só, você está assumindo um risco maior. Você até pode fazer isso, desde que entenda melhor o que está fazendo.
 
Mas, se você está começando, busque os maiores, com muitos imóveis, muitos inquilinos, e você não deve ter muitos problemas. Eu gosto de sugerir a analise em três etapas:
 
1. Qualidade de imóveis e gestores, em que você vai buscar histórico de resultados, localização dos imóveis, padrão construtivo, etc.
 
2. Capacidade de gerar renda: não adianta ter bons imóveis que não estejam locados, ou com contratos prestes a vencer, ou que sejam de um segmento, como agências bancárias, por exemplo, que você não sabe muito o futuro (se você for um expert no assunto, ótimo; se não é, elimina esse tipo de ativo no seu filtro).
 
3. Preço: não adianta pagar caro demais por um ativo. Seguindo essa sequencia, você consegue estabelecer uma noção de analise e começa a montar uma carteira que te entregarenda. 3
 
Agora você deve estar se perguntando onde conseguir essas informações mencionadas pelo especialista. Uma boa apresentação do fundo, dos imóveis que pertencem ao seu portfólio, dos inquilinos e dos contratos de locação podem ser encontrados no relatório gerencial, que a maioria dos fundos apresenta mensalmente, como forma de prestar contas a seus cotistas. No site da B3, é possível encontrar uma lista com todos os fundos imobiliários disponíveis para negociação e os documentos por eles emitidos, incluindo os relatórios gerenciais. 4
 
Por fim, depois que você estudou os fundos imobiliários e escolheu um (ou mais) para aplicar o seu dinheiro, é hora de fazer o investimento na prática. Para ajudá-lo, gravei um vídeo fazendo um investimento real e tentei mostrar o passo-a-passo. Clique no link para assistir (e aproveita para se inscrever no nosso recem-inaugurado canal do YouTube): https://youtu.be/HxssjT2FYSc
 
NOTAS:
 
2 Essa semana, estou promovendo um sorteio do livro Guia Suno Fundos Imobiliários no meu perfil do Instagram (@joaoricardoimperes). Confira as regras e saiba como participar em https://www.instagram.com/p/B9M6m_PDHjn/?utm_source=ig_web_copy_link
 
 
 
Para tirar dúvidas e adquirir relatórios e analises sobre fundos imobiliários, acesse: https://jricardoil.wixsite.com/fiis/premium
 

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Fonte: João Ricardo Imperes Lira - investidor

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