Agronegócio

Transporte de grãos

Transcerrados será concedida à iniciativa privada

Edital para concessão da principal rodovia da soja será lançado em abril pelo Governo do Piauí

 
O trecho que falta ser pavimentado possui mais de 100 quilômetros (Arte: Governo do Piauí)

 O trecho que falta ser pavimentado possui mais de 100 quilômetros (Arte: Governo do Piauí)

 
 

Uma reivindicação antiga dos produtores de soja e milho do Piauí está mais perto de ser atendida. A Transcerrados (PI-397), principal rodovia de escoamento da produção de grãos do Estado, será ofertada no mercado para exploração por concessionárias privadas, que serão responsáveis por sua pavimentação asfáltica e manutenção. A Superintendência de Concessões e Parcerias (Suparc) do Governo do Estado pretende lançar o edital de licitação em abril, e o leilão deve acontecer em junho.

 

A concessão à iniciativa privada foi a saída financeira viável que o Governo do Estado encontrou para concluir a rodovia, que na sua maior parte hoje não é pavimentada, causando constantes atolamento de caminhões, atrasando o transporte e encarecendo o frete. A Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja-PI) estima que os custos decorrentes da precariedada da estrada, além de outras obras de infraestrutura, sejam de 20% a 40% maiores.

 

Leia também:

Com maior PIB per capita do Piauí, Cerrado reclama de rodovias precárias

 

O projeto de Parceria Público-Privada foi dividido em três trechos. O primeiro deles, que parte da BR-324, tem 117 Km, sendo que 92 km desse total já foram pavimentados pelo Governo do Estado, que pretende conclui os outros 24 Km até outubro. O segundo trecho, não pavimentado, tem 118,9 Km e segue a partir do final do trecho 1 até o cruzamento com a Estrada da Palestina (PI-262), que é justamente o último trecho (40 Km, já pavimentado), indo até a BR-135. Assim, seriam repassados à iniciativa privada a obrigação de pavimentar o trecho do meio (118,9 Km) e fazer a manutenção dos outros dois, chegando a um total de 276,8 quilômetros sob sua responsabilidade.

 

A projeção de investimento soma R$ 921,2 milhões ao longo de 30 anos de prazo do contrato, sendo R$ 236,4 milhões nos primeiros anos. O projeto prevê melhorias na infraestrutura, com a construção de praças de pedágio, balanças de pesagens e serviço de apoio ao usuário, além de um centro e uma base para controle e apoio operacional. A previsão é que essas obras sejam entregues em dois anos pela concessionária vencedora.

 

 

 

A apresentação do projeto foi feita pelo governador Wellington Dias e Viviane Moura, da Suparc, na sede da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), em São Paulo, no dia 19 de fevereiro. Estiveram presentes representantes de 30 grupos empresariais, entre investidores, construtores e do setor de agronegócio, além das quatro maiores concessionárias do país.

 

Os estudos de viabilidade técnica, econômica e demanda do projeto foram elogiados pelo presidente da Abdib, Venilton Tadini. “É um projeto que foi muito bem estruturado, do ponto de vista não só econômico-financeiro, mas também na estrutura de garantias e da segurança jurídica”, disse. Um ponto destacado pelo executivo é o conjunto de garantias oferecido, incluindo uma parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) segregada para servir de garantia contra inadimplência do setor público no pagamento de contrapartidas ao projeto.

 

Siga o Piauí Negócios nas redes sociais

 

FACEBOOK

👉🏾 https://www.facebook.com/pinegocios

 

INSTAGRAM

👉🏾 https://www.instagram.com/pinegocios

                                           

TWITTER  

👉🏾 https://twitter.com/@negociospiaui

 

LINDEKDIN

👉🏾 https://www.linkedin.com/company/piauí-negócios/

Mais de Agronegócio