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Mercado de trabalho

Recuperação lenta da economia dificulta retomada de emprego no Piauí

Desemprego no Piauí cresce para 13%; Teresina tem o maior número de desempregados entre as capitais

 
Desemprego no Piauí registrou alta (Foto: Adiade Sousa/Pref de Olinda)

 Desemprego no Piauí registrou alta (Foto: Adiade Sousa/Pref de Olinda)

 
 

A recuperação lenta da economia brasileira, após uma forte recessão nos anos de 2015 e 2016, dificulta a retomada do emprego no Piauí. A avaliação é feita por economistas ouvidos pelo Piauí Negócios, após o IBGE divulgar o crescimento do desemprego no Piauí e apontar Teresina com a capital com maior número de desempregados no Brasil, em termos proporcionais.

 

No último trimestre de 2019, a taxa de desemprego no Piauí alcançou 13%, aumento de 0,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, de 12,7%. Ficou acima da média nacional de 11%. São 195 mil piauienses sem ocupação. A capital Teresina também registrou um aumento no desemprego, passando de 13,8% para 15,20%, sendo a maior entre as 27 capitais: são 70 mil pessoas sem emprego na cidade.

 

Números do desemprego da cada Unidade da Federação (2018 e 2019, quarto trimestre)

O Piauí foi um dos quatro estados que registrou crescimento do desemprego (Fonte e gráfico: IBGE)

 

O economista Juliano Vargas, professor da Universidade Federal do Piauí, explica que o emprego é o último pilar da economia a se recuperar dos ciclos recessivos. “A crise econômica prossegue de muitas formas, sob forte incerteza e baixas expectativas de investimento privado (vide à redução expressiva de empregadores no PI, por exemplo) e público (devido às fortes políticas restritivas fiscais atuais)”, diz.

 

Vargas pondera, no entanto, que é importante considerar os impactos das novas tecnologias digitais no mercado de trabalho piauiense, a chamada “uberização” laboral.Faltou uma análise mais apurada do IBGE para captar estes movimentos, tanto para o país como um todo quanto para o PI em particular, o que em muito poderia explicar o que está acontecendo no ‘mundo do trabalho’”, afirma.

 

O economista Francisco Sousa enfatiza que as duas recessões consecutivas (2015 e 2016) foram tão fortes que ainda hoje isso reflete da economia, que começou a se recuperar em 2017. “Mas o crescimento tem sido pequeno, principalmente em estados que não têm economia tão forte, com o Piauí”, frisa.

 

Números

Observando-se a taxa de desemprego de Teresina, no período de 2016 a 2020, percebemos que a menor taxa foi aquela registrada no 3o. Trimestre de 2016, com 6,8%, quando 30 mil pessoas estavam sem ocupação. Comparando-se o 4o trimestre de 2019 com o 3o. Trimestre de 2016 visualizamos um incremento de 133% no quantitativo de pessoas desocupadas em Teresina, tendo passado para cerca de 70 mil pessoas no 4o. Trimestre de 2019.

 

No setor privado da economia, verificou-se que do 3o trimestre para o 4o. Trimestre de 2019 ocorreu uma diminuição de 9,7% no quantitativo de pessoas ocupadas dentre aquelas que não tinham carteira assinada, o que significa que cerca de 22 mil pessoas perderam sua ocupação. Contudo, no setor privado da economia, dentre as pessoas com carteira assinada, o nível de ocupação ficou praticamente estável (-0,2%).

 

Quanto ao pessoal que trabalha por conta própria, houve uma diminuição na quantidade de pessoas nesse tipo de ocupação em relação ao trimestre anterior, com uma queda de 0,9%, o que equivale dizer que cerca de 4 mil pessoas perderam sua ocupação.

 

Dentre as pessoas ocupadas na qualidade de “empregador” também houve uma redução expressiva, de cerca de 11,4%, o que significa que cerca de 6 mil pessoas deixaram essa atividade, principalmente aqueles que tinham empresa formalizada junto ao CNPJ.

 

 

Atividades econômicas que apresentaram maior variação na ocupação no Piauí - 3o. Trimestre de 2019

Agropecuária = queda de 12,5% na ocupação => 32 mil pessoas perderam sua ocupação

Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais= queda de 2,8% na ocupação => 8 mil pessoas perderam sua ocupação

Indústria geral = queda de 3,5% na ocupação => 3 mil pessoas perderam sua ocupação

Comércio, recuperação de veículos automotores e motocicletas = queda de 1,9% na ocupação => 5 mil pessoas perderam sua ocupação

Fonte: IBGE

 

Clique aqui para ter acesso à pesquisa do IBGE

 

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