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FUNDOS IMOBILiÁRIOS

Uma maneira mais barata de investir em imóveis

Conheça os fundos imobiliários, em que você divide os custos de aquisição de imóveis com outras pessoas e lucra com isso

 
 
 

Talvez você já tenha ouvido falar que a taxa básica de juros da economia brasileira (taxa SELIC) vem passando por sucessivos cortes desde o ano passado e, atualmente, encontra-se em 4,25%.

 

O que talvez você não saiba é o impacto disso na sua vida, nas suas finanças pessoais. Com a taxa SELIC nesse patamar, a caderneta de poupança, investimento escolhido pela maioria das pessoas para aplicar suas economias, está rendendo apenas 2,9% ao ano. Esse rendimento é menor do que a inflação (IPCA) estimada para o ano de 2020, que é de 3,4% (fonte: Boletim Focus, 31/01/2020).

 

Sabe o que isso significa? Que manter o seu dinheiro na poupança vai te dar uma rentabilidade NEGATIVA, mais especificamente, de -0,5% ao ano. Ou seja, você vai perder dinheiro com o passar do tempo!

 

Parece não haver dúvidas de que precisamos buscar uma alternativa que tenha uma rentabilidade melhor e com um certo grau de segurança.

 

Nesse espaço, quero apresentar uma alternativa interessante: aplicar o seu dinheiro em imóveis!

 

E antes que você feche a página pensando que esse assunto não é pra você, eu quero contar uma novidade: existe uma maneira mais barata de investir em imóveis para recebimento de renda mensal (uma espécie de aluguel) do que comprar uma casa ou uma sala comercial propriamente ditos.

 

Trata-se dos FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (FIIs), uma espécie de condomínio que aplica os recursos dos investidores em empreendimentos imobiliários (construção de imóveis, aquisição de imóveis prontos para locação ou venda, etc).

 

Para explicar melhor, vou mostrar algumas diferenças entre investir em imóveis diretamente e investir através dos fundos imobiliários:

 

1. Investir em FIIs é bem mais barato do que comprar imóveis.

 

Ninguém deve discordar: comprar um imóvel demanda uma quantia bastante elevada. A maioria das pessoas não possui condições de adquirir um imóvel sem recorrer a financiamentos bancários e, quando conseguem imóveis para fins de renda, geralmente estes consistem em residências ou pequenos pontos comerciais.

 

Deve-se levar em consideração, também, que as transações com imóveis são intermediadas por corretores ou imobiliárias que cobram taxas, existem custos com cartório, entre tantas outras despesas que oneram ainda mais a operação.

 

Por outro lado, com valores bem mais módicos, é possível adquirir cotas de fundos imobiliários e começar a receber “alugueis” proporcionais ao seu investimento.

 

Apenas para ilustrar, cito o exemplo do FII Maxi Renda (MXRF11): na data em que escrevo esse texto, uma cota do fundo em questão poderia ser adquirida por R$11,44, isso mesmo, pouco mais de 11 reais! Sabe quanto esse fundo rendeu para os seus cotistas? 8,48% nos últimos 12 meses (contra os 2,9% da poupança, como disse lá no início, e bem acima da inflação).

 

Os fundos imobiliários tem valores bastante acessíveis. Você não precisa ser rico para investir e ter uma boa rentabilidade!

 

2. Diversificação

 

Talvez você conheça um ditado que diz o seguinte: “nunca coloque todos os ovos que possui numa única cesta, pois, se derrubar a cesta, vai perder todos os ovos”.

 

Ora, se você aplica todos os recursos que possui em um único imóvel, está colocando todos os ovos numa cesta só, concorda? E se o imóvel for destruído por um desastre natural? E se a localização do imóvel perder a sua atratividade em razão do aumento da violência? São situações drásticas, mas não impossíveis de acontecer, e que podem causar um abalo muito forte na situação econômica de qualquer pessoa, sobretudo se o seu sustento depende da renda desse imóvel.

 

Por outro lado, ao adquirir uma cota do fundo Hedge Brasil Shopping (HGBS11), por exemplo, você está comprando a sua participação no rendimento de 13 shoppings centers, localizados em cinco Estados distintos. Mesmo que um deles venha a sofrer alguma tragédia, outros doze continuarão gerando renda para os cotistas do fundo.

 

A segunda situação me parece bem mais confortável!

 

E um detalhe que você pode estar se perguntando: esse fundo em especial, rendeu 6,15% nos últimos 12 meses. Novamente um exemplo que mostra uma rentabilidade bem superior à da poupança.

 

3. Liquidez

 

Em investimentos, chamamos de liquidez a capacidade de converter um determinado ativo em dinheiro.

 

Suponha, então, que você possui um imóvel avaliado em R$ 200.000,00 e lhe aparece uma despesa no valor de R$ 20.000,00. Você não consegue vender somente 10% do seu imóvel para quitar a dívida, seria obrigado a se desfazer do imóvel todo, perdendo sua fonte de renda.

 

Porém, caso você possua R$ 200.000,00 investidos em cotas de fundos imobiliários, poderia vender apenas a quantidade suficiente de cotas para “resgatar” o dinheiro que necessita, honrando sua dívida e permanecendo com a renda das cotas restantes.

 

Não é bacana esse negócio?

 

Pois essas são apenas três vantagens de se investir em imóveis através dos fundos imobiliários. Existem outras que poderiam ser citadas, mas não quero abusar da paciência e da disponibilidade do meu leitor. Em postagens futuras veremos mais alguns detalhes interessantes.

 

Convido você a acompanhar a nossa coluna aqui no site PIAUÍ NEGÓCIOS e também o nosso blog (https://jricardoil.wixsite.com/fiis) para aprender um pouco mais sobre os Fundos Imobiliários.

 

Até a próxima semana!

 

Disclaimer: os fundos imobiliários citados neste artigo devem ser vistos apenas como exemplos dos fatos apresentados, não se tratando de recomendação de investimento.

Fonte: João Ricardo Imperes Lira - investidor

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