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Programa visa aumentar em 50% vendas de hortaliças em três municípios do Piauí

Projeto do Banco do Nordeste busca profissionalizar e aumentar a produção de 100 horticultores de Teresina, União e Miguel Alves

 
A produção de hortaliças no Piauí ainda é, na sua maior parte, de subsistência (Foto: Governo do Piauí)

 A produção de hortaliças no Piauí ainda é, na sua maior parte, de subsistência (Foto: Governo do Piauí)

 
 

Como uma meta ousada, o Plano de Ação Territorial (PAT) da Horticultura do Território Entre Rios foi lançado nessa quarta-feira, 22, pelo Banco do Nordeste, em Teresina. O PAT pretende aumentar, até o fim de 2023, em 50% as vendas de hortaliças de 100 produtores dos municípios de Teresina, União e Miguel Alves, que fazem parte do Entre Rios.

O objetivo do PAT é profissionalizar o trabalho dos horticultores locais, que hoje são muito dependentes de programas públicos para comercializar seus produtos. Historicamente, as hortaliças consumidas nos supermercados e mercados do Piauí vêm de outros estados, como Ceará e Pernambuco, o que deixa renda gerada para esses estados, ao invés do Piauí.

Segundo Tiago Henrique, responsável pelo programa, a maior dificuldade dos horticultores locais é a falta de organização para levar seus produtos à rede privada. “Os supermercados, por exemplo, para comprar, vão querer sempre que não falte o produto. E para isso, os horticultares precisam ter uma produção escalonada, o que passa pela qualificação e profissionalização que serão proporcionadas pelo programa”, diz Tiago.

O Banco do Nordeste entra com o crédito financeiro, caso o horticultor precise, além da coordenação do programa, enquanto os demais parceiros do PAT entram com a capacitação. Prefeitura de Teresina, Senar, Sebrae, Embrapa, Emater são alguns dos parceiros.

Thiago Henrique diz que um dos objetivos é fazer hortaliças produzidas aqui chegarem aos supermercados locais

O superintendente do BNB no Piauí, Diogo Martins, acredita que o objetivo vai ser alcançado, pois consumidores para as hortaliças já existem, o que falta é fazer essa ligação entre produtores e mercado, de forma profissional. “A gente tem que começar pelo final. Se tem para quem vender, só basta agora a gente pegar os gargalos e resolvê-los, por meio do programa”, disse Martins.

O Plano de Ação faz parte do Programa Banco do Nordeste de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). Atualmente, outros nove PATs focados nas atividades de apicultura, bovinocultura de leite, cajucultura, ovinocaprinocultura e piscicultura são conduzidos pelo Banco do Nordeste e parceiros no Piauí. No segundo semestre deste ano, outros PATs voltados à atividade de ovinocaprinocultura deverão ser lançados nos municípios de Esperantina e Oeiras.

Até dezembro de 2021, o Banco do Nordeste já liberou R$ 3 bilhões em crédito para os PATs realizados nos nove estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Minas Gerais.

Apesar da quantidade de recursos investidos, os PATS enfrentam dificuldades porque há resistência dos agricultores. A maioria deles, por falta de conhecimento, têm bastante resistência em profissionalizar sua produção, ficando limitados à subsistência. “Por isso é importante a qualificação, treinamento, para que os agricultores entendam que suas vidas podem mudar com a profissionalização”, explica Ricardo Pinho, gerente executivo de Desenvolvimento Territorial da Superintendência Estadual do Banco do Nordeste.

Apesar de focado em 100 horticultores de três municípios, o PAT é aberto a outros produtores sejam dessas ou outras cidades.

Ricardo Pinho, do Banco do Nordeste, faz apresentação do Plano de Ação

 

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